Uma residência de alto padrão erguida no ponto mais alto do Barracuda Hotel & Villas, em Itacaré (BA), passou a integrar o portfólio de locações do empreendimento um ano após ser concluída. Batizada de Oka, a casa pertence a um casal de suecos que frequenta a região desde 2005 e buscava materializar, em grande escala, a admiração pela arquitetura e pelo design brasileiros.
Projeto pensado para não competir com a Mata Atlântica
Assinada pelo arquiteto Eduardo Leite Ribeiro, do escritório UDesign, a construção ocupa uma clareira dentro de um terreno de 26 hectares. Implantada sobre um morro, oferece vista para o Rio de Contas, o farol local, a Orla dos Pescadores e a Praia da Tiririca. Segundo o arquiteto, o posicionamento permite contemplar a paisagem sem que a edificação fique visível para quem circula nas ruas de paralelepípedo da cidade.
A piscina de 800 m², desenhada em curva para capturar as melhores perspectivas, funciona como área de encontro e contemplação. Placas fotovoltaicas no teto garantem parte do suprimento elétrico, enquanto o paisagismo assinado por Sidney Linhares utiliza exclusivamente espécies nativas em uma proposta regenerativa.
Interiores valorizam peças nacionais
Responsável pelos ambientes internos, a arquiteta Janice Miguel adotou um layout voltado para o exterior e selecionou móveis de grandes proporções. O acervo inclui poltronas Jangada (Jean Gillon), banco Mocho (Sergio Rodrigues), cadeiras Brisa (Carlos Motta) e itens contemporâneos de estúdios brasileiros. Entre os materiais predominam concreto aparente, mármore Bege Bahia e madeira cumaru sem tratamento.
História do empreendimento
A trajetória do Barracuda começou em 2005, quando a designer paulistana Juliana Ghiotto e o surfista local Daniel Lima conheceram o grupo de amigos suecos. A intenção inicial era construir casas de veraneio, mas a iniciativa evoluiu para um complexo hoteleiro que mantém mão de obra local e prioriza práticas sustentáveis. Em 2013 foi aberto o Barracuda Boutique, na Orla dos Pescadores, seguido, em janeiro de 2020, pelo Barracuda Hotel & Villas, onde a Oka é a segunda morada do casal dentro do condomínio.
Imagem: Fran Parente Estilo Adriana Frattini
O processo exigiu oito anos de licenças ambientais, e os proprietários definem a residência como uma “obra de arte” que reflete os pilares de arquitetura, hospitalidade, bem-estar e respeito ao meio ambiente. Após um período reservado apenas aos donos, a casa está disponível para hóspedes interessados em experimentar o cenário baiano com total privacidade.
Com informações de Casa Vogue

