Teerã — Bombardeios lançados em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra alvos ligados ao governo iraniano provocaram danos no Palácio Golestan, complexo histórico listado como Patrimônio Mundial pela Unesco.
O impacto não foi direto. De acordo com autoridades locais, destroços e a forte onda de pressão gerada pela explosão numa área próxima à Praça Arag atingiram o edifício, quebrando vitrais, janelas e partes de azulejos ornamentais que revestem paredes e tetos do conjunto.
Quatro séculos de história
Erguido no século 16 como parte de uma antiga cidadela real, o Palácio Golestan passou por ampliações nos séculos 18 e 19, tornando-se residência oficial da monarquia persa. Ao longo de mais de 400 anos, sobreviveu a disputas dinásticas, à Revolução Islâmica de 1979 e a recentes períodos de instabilidade política no Irã, consolidando-se como símbolo da herança cultural do país.
Proteção internacional
Em nota, a Unesco expressou preocupação com a integridade do monumento e informou ter repassado a todas as partes envolvidas as coordenadas de locais reconhecidos como Patrimônio Mundial, numa tentativa de evitar novos danos. A organização lembrou que, segundo a Convenção de Haia de 1954, bens culturais como o Golestan devem ser preservados durante conflitos armados.
Patrimônio em risco
O Irã reúne 29 sítios inscritos na lista da Unesco, o que faz do episódio um alerta para a vulnerabilidade de outros marcos históricos do país caso os confrontos se intensifiquem.
Imagem: Gettys
Equipes de conservação começaram a avaliar a extensão dos estragos no Golestan, onde pisos ficaram cobertos por cacos de vidro e peças de madeira entalhada foram desprendidas das paredes. Ainda não há estimativa de custo ou prazo para restauração.
Com informações de revistacasaejardim.globo.com
