A criação de uma despensa bem planejada pode tornar a cozinha mais prática, organizada e visualmente limpa. Profissionais de diferentes escritórios de arquitetura detalham os principais pontos que devem ser considerados para alcançar esse resultado.
Rotina dos moradores orienta o projeto
Segundo os arquitetos Giovana Montini e Fábio Moreira Montini, do Estúdio 2 Arquitetura, o primeiro passo é avaliar o volume de compras, a frequência com que os moradores vão ao mercado e seus hábitos de organização. A partir dessa análise são definidas profundidade das prateleiras, circulação e iluminação, sempre com o objetivo de manter todos os itens visíveis e de fácil acesso.
Ambiente seco e iluminado de forma controlada
A arquiteta Vivian Zanotto ressalta que a despensa deve ficar em local seco, com incidência solar indireta e controle de umidade para não comprometer os alimentos. Portas de correr com vidro ajudam a proteger os produtos, sem bloquear a visão do interior.
Casas e apartamentos pedem soluções distintas
Em residências térreas, o espaço costuma ser maior e pode incluir circulação interna ou zonas de armazenamento separadas, mas deve-se avaliar o risco de umidade ascendente nas paredes. Nos apartamentos, onde a metragem é menor, Renata Gaia recomenda marcenaria planejada para aproveitar cada centímetro, evitando que a despensa prejudique a circulação da cozinha.
Despensas pequenas exigem marcenaria sob medida
Em áreas reduzidas, bandejas deslizantes, gavetas internas e nichos ajudam a organizar. Vivian Zanotto alerta que, quando a despensa faz parte do mobiliário da cozinha, portas de correr ocupam parte da profundidade; já em espaços independentes, modelos tipo camarão podem otimizar a área.
Materiais resistentes e fáceis de limpar
MDF liso, laminados, pedras e prateleiras de vidro aparecem entre as opções indicadas por Giovana Montini. Para pisos e paredes, porcelanato, granilite, granito ou pintura com tinta lavável reduzem a manutenção. Revestimentos porosos, laqueados ou que risquem com facilidade devem ser evitados.
Imagem: André Mortatti
Como reduzir custos
Armários sem fundo e o uso predominante de prateleiras diminuem o gasto com madeira e ferragens. Módulos padronizados e materiais resistentes também ajudam a conter o orçamento, afirma Fábio Moreira Montini.
Manutenção da ordem cotidiana
Padronizar potes transparentes, escolher prateleiras em altura acessível e criar setores para cada tipo de produto facilitam a reposição e a limpeza diária, destaca Renata Gaia.
Com informações de revistacasaejardim.globo.com

