Empresas do setor de móveis, no Brasil e no exterior, encaram ajustes acelerados de gestão na virada para 2025-2026. A adaptação envolve métricas rígidas, automação de processos e monitoramento constante de indicadores, apontados como fundamentais para preservar margem de lucro e liquidez em um período de capital mais caro e competição intensa.
Disciplina passa a substituir decisões no “feeling”
De acordo com levantamento do portal Setor Moveleiro, o mercado exige que indústrias e varejistas adotem painéis semanais de desempenho. A recomendação inclui quatro grupos de KPI:
- Performance comercial – mix, taxa de conversão, tíquete médio e margem por categoria;
- Saúde financeira – margem de contribuição, ciclo de caixa e custo do dinheiro;
- Eficiência logística – índice OTIF, lead time, avarias, devoluções e custo de entrega;
- Presença digital – canais, jornada do cliente, reputação e conversão.
Mix virou peça-chave da rentabilidade
Números do IEMI indicam que o mercado total de móveis movimentou R$ 78,7 bilhões em 2024, sendo R$ 13,8 bilhões apenas em modelos planejados. Com espaços residenciais menores e consumidores mais exigentes, o relatório destaca que volume de vendas, sozinho, já não garante retorno. A margem passa a depender do equilíbrio entre itens âncora, linhas de entrada, produtos premium e complementos.
Para cada grupo de produto, a gestão deve definir papéis claros, preço mínimo, política de descontos e metas de acoplamento, reduzindo riscos como promoções sem critério ou excesso de estoque de baixa margem.
Regras fixas para desconto, estoque e prazo
A publicação frisa que “vender é só metade do trabalho”. Entre as metas sugeridas para 2026 estão:
Imagem: Internet
- Margem de contribuição avaliada por categoria, não pela média global;
- Ciclo de caixa controlado do pedido de compra ao recebimento;
- Desconto condicionado a mix, tíquete, prazo e risco;
- Política de estoque que equilibre nível de serviço e custo do capital.
Ainda segundo o estudo, previsibilidade financeira torna-se ativo estratégico em meio a margens comprimidas. A “nova engenharia da gestão moveleira” prevê processos conectados e revisão frequente de indicadores para transformar crescimento em consequência de execução, e não de sorte.
Com informações de Setor Moveleiro

