Rio de Janeiro (RJ) – Uma reforma comandada pela arquiteta Patricia Gava, do escritório Gava Arquitetura, redefiniu a dinâmica de uma residência de 271 m² na Gávea ao preservar elementos históricos e estabelecer a cozinha como ponto de encontro da família formada por Danielle, Érico e dois filhos.
Intervenção ampla, fachada intacta
O projeto manteve a fachada e as esquadrias originais, além do emblemático ladrilho hidráulico verde da varanda, considerado símbolo afetivo do imóvel. Dentro, praticamente todos os ambientes passaram por obras, mas sem perder o caráter da construção.
Coração da casa fica no térreo
No pavimento térreo, de 151 m², a antiga cozinha isolada foi totalmente aberta e integrada à varanda verde. Uma viga metálica reforçada possibilitou a retirada de paredes e a instalação de uma ilha central, solução que atendeu ao hobby de Érico, entusiasta da gastronomia.
O “tapete” de ladrilhos verdes foi preservado e recebeu extensão em tons terrosos, criando continuidade visual até a área externa. Armários em cinza claro, paredes revestidas de branco e bancadas de quartzito Mont Blanc ajudam a destacar o piso original.
Móveis reaproveitados e paisagismo integrado
Grande parte do mobiliário veio do antigo apartamento da família. Estantes, mesas de cabeceira, cama das crianças e até um pufe central foram desmontados, pintados e remontados pela mesma marcenaria que os havia fabricado. Na sala, a estante de freijó com palhinha quadriculada ganhou lugar de destaque, ao lado de um tapete colorido já pertencente aos moradores. O paisagismo assinado pela Semear Paisagismo envolve janelas e varanda, reforçando a conexão com o jardim.
Novo layout no primeiro pavimento
A sala principal agora tem integração parcial com o home office, desejo de Danielle para acompanhar a rotina familiar enquanto trabalha. Nos fundos do terreno, uma área de 46 m² com piscina recebeu cobertura de passagem e banheiro, transformando um antigo estúdio em quarto de hóspedes multifuncional.
Imagem: André Nazareth
Segundo andar reformulado
Com 120 m², o andar superior trocou o layout fragmentado por três suítes. O quarto do filho foi ampliado; a antiga suíte máster deu lugar ao banheiro da filha; e a nova suíte do casal surgiu da união de um escritório com área de circulação, oferecendo acesso direto ao quintal.
Paleta natural e simplicidade
Segundo Patricia Gava, a proposta priorizou madeira natural e soluções autorais de marcenaria para manter a “honestidade construtiva” e evitar acabamentos artificiais. Ladrilhos hidráulicos presentes em vários pontos do imóvel costuram passado e presente, enquanto tons de branco e verde aproximam interior e exterior.
Depois de dois anos de busca, a família diz aproveitar cada espaço. “Temos liberdade para receber amigos nossos e das crianças. Curtimos cada cantinho com muito verde e elementos naturais”, resume Danielle.
Com informações de Casa e Jardim

