Um apartamento de 122 m² na Asa Sul, em Brasília, passou por reforma completa para atender às necessidades de um casal e seu filho. O projeto é assinado pela arquiteta Gabriella Chiarelli, do escritório Lez Arquitetura, que manteve a estrutura modernista original do edifício e atendeu aos principais pedidos da família: integração de ambientes, destaque para cobogós e criação de banheiro com banheira.
Integração total da área social
Paredes foram demolidas para unir sala de estar, sala de jantar e cozinha em um único grande living. A solução ampliou a entrada de luz natural e reforçou a sensação de amplitude. O piso original de tacos de madeira foi restaurado, servindo de base neutra para obras de arte e peças afetivas do acervo dos moradores.
Home office na área social
O antigo quarto foi transformado em escritório integrado ao living. Um fechamento de metal e vidro permite alternar entre ambiente aberto ou reservado, garantindo funcionalidade sem comprometer a fluidez visual. A mesa de trabalho, desenhada pela própria Lez Arquitetura, recebeu tampo em mármore Panda de origem chinesa.
Cobogós restaurados
Símbolos da arquitetura modernista brasiliense, os cobogós existentes foram recuperados e pintados de branco. O elemento marca a transição entre cozinha e sala de jantar, filtra luz e ventilação e dialoga com o piso de ladrilho hidráulico verde escolhido para a cozinha.
Materiais e mobiliário atemporais
Entre os acabamentos, destacam-se granito Cinza Castelo escovado nas bancadas da cozinha, marcenaria em lâmina natural de freijó, granilite nos banheiros e cerâmicas brancas em diferentes tamanhos. A escolha por materiais duradouros buscou evitar modismos e garantir longevidade ao projeto.
Imagem: Joana França
Suíte com banheira e quarto infantil versátil
A suíte principal ganhou banheira, cobogó para entrada de luz e paleta clara que reforça a proposta de refúgio. No quarto infantil, a arquiteta desenhou marcenaria sob medida com triliche, armários e baús sobre rodízios, além de pintura verde vibrante em uma das paredes, permitindo que o espaço acompanhe o crescimento da criança.
Com a reforma, a família conquistou um lar aberto à convivência, alinhado à memória afetiva e à estética modernista de Brasília.
Com informações de revistacasaejardim.globo.com

