Uma residência de 1 000 m² no bairro Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro, passou por uma reforma completa para acompanhar o ritmo de um casal com duas filhas pré-adolescentes e dois cães. O projeto foi conduzido pelo escritório Escala Arquitetura, das arquitetas Carolina Escada e Patricia Landau, que tinham como meta priorizar fluidez, espaços de convivência maiores e conexão direta com o jardim.
Integração total da área social
A sala de estar e TV tornou-se o núcleo social da casa. Grandes esquadrias de vidro eliminam a barreira entre interior e exterior, permitindo a entrada abundante de luz natural e vistas permanentes para o verde. O ambiente reúne peças contemporâneas, ícones do design brasileiro — como a poltrona Mole, de Sergio Rodrigues —, obras de arte e marcenaria em palhinha, em uma paleta de tons terrosos, madeira natural, azuis e verdes.
A escada central sofreu uma intervenção estrutural decisiva. Ao derrubar a parede que a isolava, as arquitetas encontraram um pilar no ponto onde os moradores desejavam instalar uma adega. O reforço estrutural viabilizou a remoção do pilar, criando um vão livre que ampliou a circulação e aumentou a sensação de amplitude no térreo.
Cozinha, copa e área gourmet unificadas
Cozinha e copa agora funcionam como um único espaço. Armários verdes contrastam com bancadas de madeira, enquanto o piso em preto e branco reforça o clima nostálgico. Uma mesa Saarinen redonda e um sofá listrado formam o canto de refeições rápidas. Ainda no térreo, uma cobertura metálica com biribas abriga a área gourmet, equipada com churrasqueira, apoio de cozinha e mesa de madeira maciça para receber convidados.
Transição suave para o exterior
Varandas em dois níveis estendem a área social. No pavimento superior, jardineiras envolvem o terraço, garantindo privacidade sem obstruir a vista das palmeiras imperiais do Jardim Botânico. Nos fundos, a piscina revestida de pedra hijau foi rebaixada após ajuste de nível do terreno, permitindo embutir spa e jardineiras e facilitando a circulação entre os ambientes externos.
Lavabo e hall como cartão de visitas
Logo na entrada, um hall com lambris de laca branca esconde cabideiros e banco rústico. O lavabo recebe papel de parede, marcenaria sob medida e materiais naturais, mantendo a linguagem neutra e despojada do projeto.
Imagem: Juliano Colodeti
Conforto nas suítes
No pavimento superior, o piso original de peroba-do-campo foi restaurado. Portas de correr substituíram antigas janelas, garantindo acesso direto ao jardim. A suíte principal ganhou cabeceira estofada em verde, enquanto os quartos das filhas receberam papéis de parede florais e em tons de azul, marcenaria funcional e luminárias pontuais.
Segundo Patricia Landau, toda a intervenção buscou “reforçar a continuidade entre interior e exterior”. Para Carolina Escada, o principal desafio foi adaptar a construção existente ao estilo de vida da família “sem demolir o que já estava pronto”.
O resultado entrega ambientes fluidos, abertos ao jardim e preparados tanto para o dia a dia agitado quanto para receber amigos e familiares.
Com informações de Casa e Jardim

