Empresas da indústria de móveis que baseiam a negociação apenas em números podem perder competitividade, afirma o executivo Diego Simões Munhoz. Em artigo publicado no portal Setor Moveleiro, o CEO da Caemmun detalha como a percepção do consumidor sobre valor influencia diretamente a disposição de pagar mais ou menos por um produto.
Segundo Munhoz, fatores como custo de produção, oferta e demanda e escassez definem o preço, mas raramente explicam a decisão final de compra. “O cliente faz uma conta emocional”, observa o administrador, lembrando que itens semelhantes podem sair de uma disputa técnica e virar commodity, o que desencadeia guerras de preços.
Roteiro para sustentar a precificação
No texto, o executivo lista cinco ações para reforçar o valor percebido e proteger margens:
- Traduzir benefício em impacto – mostrar como o produto reduz tempo, avarias ou custos de montagem.
- Apresentar o custo total de servir – incluir entrega, assistência e reputação na conta.
- Definir padrão mínimo de coerência – alinhar promessa e entrega.
- Preparar a equipe comercial – argumentos sólidos reduzem a concessão de descontos.
- Medir o que importa – acompanhar margem, produtividade, refugo, prazo e giro para saber onde o valor se reforça ou se perde.
Valor da previsibilidade
Munhoz frisa que a gestão estruturada cria consistência operacional, elemento que agrega valor ao produto mesmo sem ser visível ao cliente final. “Menos improviso diminui custos invisíveis”, pontua.
Trajetória do autor
Formado em Administração pela Unopar e com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Diego Munhoz iniciou carreira na empresa da família e, em 2019, assumiu o comando da Caemmun após um processo de sucessão alinhado a práticas de governança corporativa. Também atua como sócio-administrador em outros negócios.
Imagem: Internet
Para o executivo, “valor se constrói e preço se explica”. Ele defende que comunicar essa diferença é essencial para que fabricantes e lojistas ampliem margens sem perder mercado.
Com informações de Setor Moveleiro
