Almofadas e mantas, se bem escolhidas, podem transformar completamente o visual de um sofá e, por consequência, de toda a sala. Os arquitetos Felipe Carolo e Diego Revollo explicam que a dupla de acessórios deve ser pensada como o toque final do projeto, responsável por levar conforto e personalidade sem sobrecarregar o ambiente.
Quantidade equilibrada
Segundo os profissionais, não há fórmula fixa para definir quantas almofadas usar, mas o excesso é fácil de identificar. “Se é preciso retirar almofadas para sentar, passou do ponto”, adverte Carolo. Para a maioria dos modelos, dois pares atendem bem; em sofás voltados para TV, um par adicional pode reforçar o conforto, acrescenta Revollo.
Critérios de escolha
O primeiro passo é decidir se as almofadas vão complementar ou contrastar com a paleta da sala. A partir daí, entram textura e trama, que garantem profundidade. O formato vem por último, dando movimento à composição. Para sofás já marcantes em cor ou estampa, a recomendação é reduzir a informação visual e manter o foco no estofado.
Cores e texturas
Para Carolo, quando o sofá é o destaque, almofadas discretas, em tons próximos ao tecido, mantêm a elegância e evitam poluição visual. Já Revollo indica usar mantas e almofadas coloridas em sofás claros para quebrar a aparência de showroom, especialmente em móveis novos.
Mantas: função dupla
A manta deve ser posicionada de forma planejada, dobrada e disposta em uma das extremidades, distribuindo parte no assento e parte pendendo em direção ao piso. Além do efeito decorativo, o item é prático no dia a dia e pode ser trocado conforme a estação: tecidos mais encorpados, como lã e veludo, aquecem o ambiente no inverno, enquanto linho e algodão trazem leveza no verão.
Influência da iluminação
A luz natural valoriza tramas e tons claros; já a iluminação quente ressalta cores intensas e texturas densas. Ambientes ensolarados funcionam melhor com tecidos claros, enquanto salas com menos luz toleram nuances mais fortes.
Imagem: Denils Machado
Proporção e escala
Em espaços compactos, almofadas e mantas precisam respeitar as dimensões do sofá para não comprometer a área útil. Peças muito grandes ou em excesso podem estreitar visualmente o móvel e afetar o conforto.
Para manter a decoração atualizada, a troca periódica de capas de almofadas e mantas é apontada como solução simples e econômica, permitindo adaptações ao clima e às preferências do morador sem substituir o sofá.
Com informações de Casa e Jardim

