Uma cabine de 90 m², sustentada por estrutura metálica preta e elevada do solo, é o ponto de partida de um complexo de hospedagem em Bofete, interior de São Paulo. Assinado pela arquiteta Juliana Fabrizzi, o projeto prevê oito unidades – duas já prontas – voltadas a fins de semana e turismo rural na Cuesta de Botucatu.
Implantação preserva relevo natural
Para minimizar o impacto no terreno e driblar a umidade, cada cabana foi construída sobre pilotis metálicos executados pela CRM Serralheria. A solução dispensou grandes movimentações de terra e facilitou a drenagem, além de afastar a construção de animais silvestres que circulam pela propriedade.
Estrutura escura e materiais locais
A escolha da cor preta, solicitada pelos proprietários – um casal de veterinários –, ajuda a integrar o volume às sombras da vegetação. Toras de eucalipto tratado fornecidas pela Embrapem contrastam com o metal e reforçam o caráter regional. No paisagismo, assinado pela Cuesta Jardins, predominam maciços de lavandas, capins e congéias.
Planta valoriza vistas específicas
Cada unidade combina sala integrada à cozinha, suíte, banheiro aberto para o exterior e dois terraços: um social, equipado com bancada e churrasqueira, e outro íntimo junto ao quarto. A orientação solar, a direção dos ventos e o enquadramento das colinas nortearam o posicionamento das aberturas, transformadas em “quadros” naturais.
Acabamentos de baixo impacto
O fechamento metálico recebeu isolamento interno de lambri de pínus para garantir conforto térmico e acústico. Portas e janelas de alumínio e vidro, da Alutemper, asseguram vedação contra ventos fortes característicos da região.
Imagem: Daniel Santo
Interiores com peças garimpadas
No décor, madeira de demolição, linho cru, palha e cimento queimado criam atmosfera acolhedora. Banheiras e cubas antigas, garimpadas pelos proprietários, foram instaladas em áreas externas para banhos ao ar livre. Móveis sob medida levam assinatura de marcenarias Barra Mansa e Vitart, enquanto metais industriais são da Deca.
Sem obras de arte nas paredes, a paisagem cumpre esse papel. Fotografias feitas pelo próprio casal e objetos colhidos ao longo da vida rural completam a ambientação, reforçando a proposta de “luxo na simplicidade” defendida pelo projeto.
Com informações de Casa e Jardim

